sábado, 24 de agosto de 2013

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Chacina do Jardim Olímpico teria sido motivada por vingança

Um dos membros da família assassinada teria participado da morte do sobrinho de um policial. Um dos policiais supostamente envolvidos é citado em carta apócrifa que trata da morte do radialista Valério Luiz


A Operação Izadora,, pela Polícia Civil (PC), resultou na prisão temporária de três policiais militares. O soldado Ozires Fernando de Melo, sargento Divino Romez Diniz e o cabo Ademá Figueiredo Aguiar Filho  – citado na carta apócrifa que liga nomes de policiais ao assassinato do radialista Valério Luiz  – são suspeitos de participarem da chacina do Jardim Olímpico em novembro de 2011, em Aparecida de Goiânia, em que seis pessoas foram mortas, entre elas Izadora, de 4 anos de idade. Os três foram levados para o presídio da Polícia Militar.

Além deles, o subtenente Fritz Agapito Figueiredo, o sargento Djalma Gomes da Silva e o soldado Alessandro Rosa dos Santos serão investigados. Como são próximos dos policias suspeitos, a PC não vai desconsiderá-los.

Segundo a PC, as investigações apontam que o crime foi motivado por vingança. A delegada titular da Delegacia de Investigações e Homicídios (DIH), Adriana Ribeiro, explicou que em meados do ano passado, um dos membros da família morta no Jardim Olímpico participou de um crime em que o sobrinho de um dos policiais foi morto.

Em nome da Polícia Militar (PM), o comandante Edson Costa de Araújo, disse que a corporação quer esclarecer as ações que estão sendo levantadas envolvendo policiais.  “A PM aguarda os procedimentos da Polícia Civil para que possamos tomar medidas administrativas, no sentido de fazer cumprir a legislação com a possibilidade de expulsão desses servidores”, completou.

O crime

Edivone Cândida de Bastos estava em sua casa juntamente com sua filha Ludmilla Cândida Alves e seus netos Izadora Monique Cândida Alves, de 4 anos, e Breno Kauã Batista de Almeida, com 10 meses à época. No dia da chacina, a outra filha de Edivone, Stherfane Cândida de Bastos, e seu namorado, Raunandes Teles, estavam fazendo uma visita à mãe. Mais tarde chegou o traficante Luciano Lopes dos Santos, namorado de Ludmilla.

Momentos depois, entraram na residência dois ou três indivíduos portando armas de fogo e dispararam contra todos que estavam na casa. Após executarem as seis vítimas eles fugiram do local. Apenas o bebê de 10 meses foi poupado.

De acordo com as investigações da PC, foi constatado que as vítimas, com exceção de Izadora, tinham ou tiveram envolvimento com drogas. Edivone era usuária de entorpecentes e portadora do vírus HIV, que teria adquirido durante visitas íntimas que realizava a um detento do Cepaigo, quando ainda era casada. Ludmilla também era usuária de drogas, fazia programas e mantinha relacionamentos com traficantes da região. Raunandes era usuário de drogas e já havia sido preso pela prática do crime de receptação. Já Estherfane havia deixado a prostituição e as drogas.

Como as vítimas tinham envolvimento com entorpecentes, a Polícia Civil também vai investigar a questão nesses 30 dias em que os policiais ficarão presos.

Caso Valério

O cabo Figueiredo é citado na carta apócrifa que liga nomes de policiais ao assassinato do radialista Valério Luiz. Sobre isso, a delegada-geral da Polícia Civil, Adriana Accorsi, disse que por serem crimes distintos serão investigados separadamente: “Não há o que se falar agora de outro caso que há principio não tem relação com este”, declarou.

Mané de Oliveira, pai de Valério, compareceu à Secretaria de Segurança Pública e Justiça (SSPJ) para uma reunião com o secretário Joaquim Mesquita. Mané disse que não sabia do que se tratava a reunião, mas que poderia ser para discutir sobre sua segurança pessoal. “A minha segurança também é preocupação do Estado, porque se acontecer alguma coisa comigo pode haver uma intervenção federal aqui”, completou.

Sobre o envolvimento de policiais no assassinato de Valério, Mané disse que as investigações, desde o início, apontaram para o mesmo caminho, mas devido à falta de provas consistentes ainda não há como fazer afirmações.




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