Sua aparência não tem nada a ver com um hambúrguer convencional, mas sua composição, textura e preço são muito diferentes. Acompanhado por folhas de alface, rodelas de tomate fresco e pão, o primeiro hambúrguer de carne cultivada em laboratório e feita a partir de células-tronco retiradas de uma vaca de uma vaca foi servido esta segunda-feira (5) em Londres.
A cientista austríaca, Hanni Ruetzler, e o crítico gastronômico, Josch Schonwald, tiveram a grande responsabilidade de degustar o hambúrguer criado a partir 20 mil minúsculas amostras de carne criada em laboratório, para o qual foi adicionado farinha de rosca, sal, ovo em pó, suco de beterraba e açafrão para “colorir” o aspecto nada apetitoso da carne branca original.
“Eu esperava uma textura mais suave. O sabor é
muito intenso, mas não tão suculento. É algo muito próximo de carne, a
consistência é perfeita, mas eu sinto falta de sal e pimenta “, comentou
Ruetzler pensativo enquanto mastigava a primeira mordida no hambúrguer .
Quem não o ficou muito convencido de seu sabor foi
Schonwald. “A consistência e a sensação é de se estar comendo um
hambúrguer, mas tem um gosto diferente. Para mim, é carne. Não está
esfarelando”, disse o crítico, que gostaria de degustar essa
“delicatéssen de laboratório” com um pouco de ketchup ou algum molho.
O cientista que liderou a pesquisa é o professor de
é Mark Post, da Universidade de Maastrich (Holanda), que destaca a
preocupação ambiental do estudo. “Estamos apresentando ao mundo o
primeiro hambúrguer feito em laboratório a partir de células. Estamos
fazendo isso porque a criação animais para abate não é boa para o meio
ambiente, não vai suprir a demanda mundial por comida e também não é boa
para os próprios animais”, ressalta Post.
Para produzir 142 gramas de carne, foram gastos 250
mil euros (mais de 720 mil reais) e muitas horas de trabalhos intensos
no laboratório. E iguaria já foi apelidada de “frankenburger”
Fonte: Clave do sul