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Andressa Prado está presa na CPPA mãe declarou ao juiz da 4ª Vara Criminal de Aparecida de Goiânia que deixou o bebê no carro desde a noite a anterior até por volta das 12h45 do dia seguinte. Também contou que ela e o companheiro alteraram a cena do ocorrido. Com isso, o homem poderá ser incriminado, de acordo com Myrian Vidal.
A mãe acusada no processo de homicídio doloso, onde há intenção de matar, reiterou que não deixou o filho de propósito e se tratou de um acidente. Ela conta que, como trabalhou durante muito tempo à noite, tem o costume de dormir entre 4h e 5h da manhã. Aos presentes, ela declarou que nesse horário olhou a criança no carro e viu que o filho estava dormindo.
Ela contou que o companheiro tinha o hábito de acordar cedo e retirar o menino do carro. Mas no dia do incidente, isso não aconteceu. Os dois teriam dormido até por volta das 12h45. O homem teria acordado primeiro e encontrado o garoto morto. Ela relatou, na audiência, que acordou com os gritos do companheiro.
Novo depoimento
Ao G1, a delegada responsável pelo caso, Myrian Vidal, informou que, com as novas declarações, vai reconvocar o companheiro de Andressa para depor. “Em depoimento, ele disse ter encontrado a criança no banco de trás do carro e não falou nada do que ela relatou ao juiz e à promotora”. Myriam preferiu não definir a data da nova oitiva por causa da greve dos agentes da Polícia Civil.
Para a delegada, a nova versão não muda a tipificação do crime. Myriam alega que trata-se de um homicídio doloso, porque “quando a mãe deixou o filho no sozinho no carro, assumiu o risco de matar”.
Filho de Andressa Prado Oliveira, de 1 anoO G1 entrou em contato com 5ª Promotoria de Justiça de Aparecida de Goiânia, responsável por atuar na 4ª Vara Criminal na tarde desta terça-feira, mas segundo a secretária da promotora Renata Oliveira, ela estava em uma audiência e, por isso, não poderia falar sobre o caso.
Morte
O bebê de 1 ano foi encontrado morto dentro do carro , no Setor Santa Luzia. Ele foi deixado pela mãe dentro do veículo, do lado de fora de casa, debaixo de sol, por aproximadamente quatro horas, conforme Andressa relatou nos primeiros depoimentos. Ela alegou que o filho gostava de brincar dentro do carro e, por esse motivo, o teria deixado lá dentro.
Andressa, com então cinco meses de gestação, disse ter tomado um remédio para enjoo e se deitado. Ela afirma ter sido acordada pelo companheiro somente horas depois, quando recebeu a notícia da morte do bebê.