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abe
aquele amigo que passou meses e meses chorando no seu ombro porque
levou um pé na bunda? (Ou lembra de quando quem fez isso em ombro alheio
foi você? Então.) Um estudo da Universidade de Rutgers apareceu para
explicar por que é tão difícil para algumas pessoas superar o fim de um
relacionamento. Em testes com homens e mulheres que estavam “curtindo”
uma fossa (foram rejeitados, mas continuavam apaixonados), olhar para
fotos dos ex ativou regiões do cérebro associadas ao controle das
emoções, ao apego (até aí, tudo bem), à abstinência e até à dor física
(!). Segundo os pesquisadores, existem grandes semelhanças entre o que
sentem pessoas que levaram um fora do amado e viciados em cocaína em
processo de desintoxicação. “O amor romântico é um vício”, disse a
antropologista Helen E. Fisher, líder da pesquisa. “É um vício
maravilhoso quando as coisas estão indo bem, mas um vício tenebroso
quando tudo dá errado”. Isso explica porque certas pessoas são capazes
de atitudes extremas (como perseguir e até ferir o ex-parceiro) após
levarem o temido pé na bunda. Mas também há uma notícia boa nessa coisa
toda: o estudo confirmou que o tempo cura mesmo as feridas – quanto
maior o período desde o término do relacionamento, menor é a atividade
registrada nesses cantinhos perigosos do cérebro.
